segunda-feira, 28 de abril de 2014

RESENHA – DIVERGENTE






Autora: Veronica Roth
Editora: Rocco
Nº de páginas: 502




Numa Chicago futurista, a sociedade se divide em cinco facções – Abnegação, Amizade, Audácia, Franqueza e Erudição – e não pertencer a nenhuma facção é como ser invisível. Beatrice cresceu na Abnegação, mas o teste de aptidão por que passam todos os jovens aos 16 anos, numa grande cerimônia de iniciação que determina a que grupo querem se unir para passar o resto de suas vidas, revela que ela é, na verdade, uma divergente, não respondendo às simulações conforme o previsto. A jovem deve então decidir entre ficar com sua família ou ser quem ela realmente é. E acaba fazendo uma escolha que surpreende a todos, inclusive a ela mesma, e que terá desdobramentos sobre sua vida, seu coração e até mesmo sobre a sociedade supostamente ideal em que vive.





     Confesso que demorei bastante tempo para me interessar pela trilogia Divergente. Eu lia muitas coisas sobre a história, mas não havia absolutamente nada nela que despertasse meu interesse. Quando ganhei um vale-presente de formatura, fui à livraria e nenhum dos livros que eu queria estavam disponíveis (só pra variar). Então, resolvi levar “Divergente” para casa, sem nenhuma intenção de lê-lo tão cedo. Passaram-se alguns meses e o filme estreou no cinema, e eu, que adoro a sensação de ver na tela as situações e personagens dos livros, comecei a ler e me impressionei. Posso dizer que foi uma das surpresas mais agradáveis do ano até agora. 

      A história se passa em um mundo pós-guerra e a sociedade é dividida em cinco facções – como vocês já leram na sinopse. A personagem principal, Tris, é uma adolescente cuja família pertence à Abnegação, mas ela não se sente parte daquele lugar. Para falar a verdade, ela não faz parte de nenhum lugar. Ela é Divergente. Isso significa que sua mente não segue apenas uma ideia principal, uma linha de raciocínio, como a mente da maioria das pessoas naquela sociedade aparentemente perfeita. No momento de escolher sua facção, Tris fica dividida, e, na minha opinião, não só por sua família fazer parte de um grupo com o qual ela não se identifica, mas também por Tris não se encaixar em nenhum daqueles grupos doentiamente (não importa se essa palavra não existe, é a mais adequada aqui) divididos. Por ser obrigada a optar por um caminho, ela escolhe o da Audácia, e, a partir daí, vemos como as coisas não são tão maravilhosas como parecem ser (se bem que nada parecia muito saudável desde o início). 


        Na Audácia, ela conhece Quatro, o outro protagonista da história. Ele é bastante introspectivo, porém muito corajoso. Desde o primeiro momento, eu simpatizei com Quatro; achei ele diferente de todos os protagonistas que já vi. Ele tem todas as características do típico herói: é honesto, justo, um pouco agressivo, e sabe ser amável nos momentos certos. Então, o que o faz ser diferente dos outros? Todas essas características são apresentadas na dosagem certa, sem aqueles exageros nauseantes. Quatro é um excelente protagonista cuja personalidade deve ser bem desenvolvida nos próximos dois livros (que eu ainda não li, só para constar).  

       Também gostei muito da Tris, acho que ela será uma personagem que não se desgastará no decorrer na saga, ou seja, o leitor não irá enjoar de sua presença. Ela também tem a dose certa de heroísmo para as situações tensas apresentadas no decorrer da história, e me peguei torcendo por ela do início ao fim. Tris e Quatro formam um casal protagonista forte, com muita presença e sem aquela pegada piegas que tanto me desagrada. 

       É importante destacar a forma como esse livro acelera os batimentos cardíacos do leitor. É ação do início ao fim do enredo e, embora eu não goste nenhum pouco de histórias assim, adorei a forma como a autora desenvolve isso na obra. Acontecem coisas inacreditáveis a todo o momento e é tudo tão rápido que acaba levando o leitor para a beira do abismo – e eu considero isso um ponto positivo. 
    
       Para finalizar meus comentários sobre o livro, tenho que dar destaque à estranha sociedade criada por Verônica Roth. Desde que ouvi falar na história, achei o sistema terrivelmente absurdo. Dividir as pessoas em grupos e fazê-las seguir apenas as ideias e costumes de determinado grupo (isso me parece familiar!) é doentio e destrutivo, pois uma mesma pessoa é uma mistura de muitas ideias e percepções diferentes que evoluem, se alteram a todo o momento. Um indivíduo pode ser altruísta em determinadas situações, mas pode se mostrar egoísta em outras, e isso não é errado, é humano. Por isso nosso casal de protagonistas é Divergente; são humanos, como todo o resto do mundo, mas eles têm coragem de admitir isso. No final das contas, somos todos Divergentes, mas são poucos os que têm coragem de assumir a confusão e liberdade dentro de si.



E QUANTO AO FILME...


        Já vi muita gente dizer que sente um frio na barriga toda vez que um livro é adaptado para o cinema. Isso se deve ao fato de determinadas adaptações serem um verdadeiro desastre. Comigo é o oposto; eu sempre esperei o melhor dessas adaptações, adoro ver os personagens e tudo aquilo que imaginei representado em um filme. Se ficar ruim, é só mais um filme ruim, pois a história do livro continuará sendo boa. 

      Eu fui para o cinema com muita expectativa, tinha acabado de terminar a leitura de “Divergente”, a história estava me perturbando muito – no bom sentido. Posso dizer que saí da sala de cinema satisfeita como nunca, pois achei uma boa adaptação para um excelente livro.

      A caracterização dos personagens foi perfeita, começando pelo Eric (com aquela face de skinhead enviado do inferno). Quatro também foi muito bem caracterizado, e gostei muito da atuação de Theo James no papel. Shailene Woodley, que aparentemente não seria uma Tris tão interessante assim, me surpreendeu e despertou minha simpatia. Destaque para a linda Kate Winslet, que representou bem o papel da vilã Jeanine Matthews. Nunca vi uma escolha tão certa, não havia ninguém no mundo tão perfeita para esse papel. 



      Quanto às mudanças sempre polêmicas feitas durante a adaptação, vi somente uma coisa que realmente me incomodou: a alteração em um dos últimos momentos da história, naquele momento de entorpecimento de Quatro. Achei que foi uma mudança desnecessária e a sequência de cenas, na minha opinião, não ficou boa.

       No geral, o filme foi intenso, repleto das cenas de ação pelas quais eu estava ansiosa. Não esperava que me agradasse tanto, já que o livro é muito bom e seria difícil o filme ficar à altura. Mas essa foi uma das raras vezes em que uma adaptação me deixou feliz e não me fez sair do cinema dizendo: “Não acredito que eles cortaram essa cena!”


     
      E vocês, gostaram de “Divergente”? O que acharam da adaptação para o cinema? Deixem a opinião de vocês nos comentários!

     Abraços e até mais!






12 comentários:

  1. WoW.. acheiiii mt boa a resenha !!!! gostei pq vi o filme cntg heehhe ! te amo amor está escrevendo mt bem.. boa sorte nas proximas !! bjus!!

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  2. Não tenho nem um pouco de vontade de ler esse livro e não pretendo faze-lo tão cedo, não importa o quanto elogiem. Se algum dia der vontade, ai sim, mas enquanto isso não.

    Beijos, Andresa
    http://coupleliterario.blogspot.com.br/

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  3. Divergente é um dos meus livros favoritos e uma das poucas adaptações literárias que realmente gostei. Super recomendo!!!
    Beijos

    http://mylittlemetaphor.blogspot.com.br/

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  4. Li ano passado Divergente e adorei! Coloco como minha suas palavras. Mas, infelizmente, a trilogia decai muito no 2° e 3° livro. Achei ambos chatos.
    Mas parabéns pela resenha. Um beijo, já vou seguir seu blog.

    www.sobreteusolhos.blogspot.com

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  5. Adorei a resenha , amo os dois ....
    http://limaisum.blogspot.com.br/

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  6. Perfeito. Li o livro 2 vezes e amei né, obvio. Assisti o filme pude ver as diferenças na mesma hora. O livro é bem melhor mesmo, eu nunca entendia como o povo percebia a diferença, mas ai consegui. Divergente é perfeito e vai arrasar nos proximos 3 filmes.
    www.leitoresfeedback.blogspot.com

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  7. Oi! Divergente é perfeito, já li e amei! Quero assistir o filme agora! haha.
    Beijos,

    Letícia
    http://www.odomdaescrita.com.br/

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  8. Nunca li esse livro... mas muitas blogueiras vem falando dele por aÍ! Estou começando a ficar muito interessada! ^^

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  9. Muito boa a resenha, amo Divergente!

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  10. Gostei da resenha, mas essa série é outra que não tive oportunidade de ler ainda, espero ter logo, quem sabe kkkk Enfim, parabéns pela resenha o/

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  11. Olá! Tudo bem?
    Nossa sua resenha está bem completa :D e me deu muita vontade de ler Divergente hahaha.... Acredita que ainda não comprei ele?! pois não sei o porque sempre vou adiando, mas até a Bienal acredito que compro haha...
    Beijinhos
    T.P
    4 You Books

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  12. Divergente também foi uma surpresa e tanto na minha vida. Que bom que você se entregou ao livro e gostou. Adorei a sua resenha, bastante completa. O blog está lindo, parabéns.

    Thati;
    http://www.nemteconto.org

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